Saiba tudo sobre uma Corretora de Valores

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Corretora de Valores

Já ouvi inúmeras vezes essa questão ao conversar com clientes e até amigos próximos, portanto, seguramente posso dizer que a dúvida sobre a segurança em investir em corretora de valores está muito relacionada às pessoas que não tem familiaridade com investimentos.

Muitos sequer sabem que existe uma instituição financeira que é identificada como corretora de valores. Os que conhecem, logo associam automaticamente com Ações, Bolsa e Risco. Mais comuns e conhecidas são as corretoras de imóveis ou seguros, porém o que as diferem é apenas o produto que comercializam.

Corretoras de Valores: o que são?

Corretora de Valores são instituições reconhecidas, autorizadas e auditadas pelo Banco Central do Brasil (Bacen), pela Bolsa de Valores (BM&F Bovespa), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), assim como os bancos e outras instituições que atuam no mercado financeiro.

As corretoras de valores são como veículos que te aproximam dos mais diversos tipos de investimentos, buscando oferecer eficiência e atendimento personalizado às demandas e as necessidades de cada investidor.

A importância no atendimento a cada caso, a cada cliente é fundamental, pois os sonhos e objetivos das pessoas se diferem e os produtos devem ser encaixados caso a caso.

O mais comum, até por questões de crenças limitantes, a maioria das pessoas acreditam que o local certo para investimentos são os bancos, o que não é verdade, como já falei nesse artigo aqui.

Cabe antes de qualquer explicação uma pergunta do “Por que não?”.

Por que os bancos que ganham dinheiro com o nosso dinheiro, nos dariam as melhores opções de investimentos, se para isso teriam que tirar do próprio bolso? Matematicamente é simples, pois quanto menos eles nos rentabilizam, maior seu lucro.

Quais investimentos temos acesso nas Corretoras de Valores?

São vários os tipos de investimentos que você tem acesso ao abrir uma conta numa corretora de valores:

  • Títulos bancários (CBD, LCI, LCA…);
  • Títulos privados (CRI, CRA, Debêntures…);
  • Tesouro Direto;
  • Fundos de Investimentos;
  • Fundos de Investimentos Imobiliários (veja o artigo que escrevi sobre os FIIs);
  • Ações e derivativos.

Entretanto, vale salientar que mais importante do que a variedade de tipos de investimentos, é a variedade de emissores que uma conta numa corretora de valores te dá acesso. Numa conta bancária, você está preso apenas aos investimentos que o banco te oferece, ou seja, os investimentos unicamente geridos pelo próprio banco, que claro satisfazem apenas seus próprios interesses.

Então,é importante saber que quando fazemos algum investimento, o valor investido não fica na corretora e sim em câmaras de compensação ou empresas também devidamente habilitadas e regulamentadas que controlam nominalmente os saldos dos investidores. Um exemplo claro disso é a Bolsa de Valores, que aqui no Brasil controla e custodia as ações nela negociadas, os títulos do Tesouro Direto e outros ativos.

Portanto, vale a pena conhecer essas instituições que normalmente oferecem rentabilidades melhores em produtos iguais aos que a rede bancária oferece e também serviços mais eficientes.

Sendo assim, veja esse gráfico, elaborado pela equipe do Terraço Econômico, que demonstra a distribuição dos investimentos das populações em diferentes países:

É curioso verificar que apenas 1% dos investimentos dos brasileiros está fora dos bancos. Seja por crenças limitantes, a repetição de comportamentos incorretos ou simplesmente desconhecimento, o Brasil precisa mudar essa realidade em que as pessoas obtêm rentabilidades muito aquém das possíveis, enquanto que nos Estados Unidos apenas 2% investem através dos bancos.

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